Comparativo de APIs de IA para desenvolver apps de contagem de calorias
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Comparativo de APIs de IA para desenvolver apps de contagem de calorias

Criar um app que reconhece alimentos e estima calorias exige decisões técnicas e de produto. Você precisa escolher APIs IA que identifiquem pratos com precisão, estimem porções e se conectem a bases de dados nutricionais confiáveis. Este guia ajuda a escolher entre opções prontas e soluções customizadas, com foco em resultados práticos para apps de dieta. Vou explicar como funcionam as principais APIs IA para reconhecimento de comida, destacar pontos fortes e limitações, e mostrar como montar um fluxo completo — da foto do prato até a conta de calorias. Também trago dicas específicas para o mercado brasileiro, incluindo como integrar a tabela TACO e práticas de privacidade. Se seu objetivo é lançar rápido um MVP ou construir um produto robusto, você encontrará comparações diretas entre alternativas como Google Cloud Vision/AutoML, AWS Rekognition/Custom Labels, Azure Custom Vision, Clarifai, Imagga e APIs especializadas em comida. Haverá exemplos de arquitetura, critérios de avaliação e recomendações práticas. Ao final você terá um roteiro de implementação e critérios claros para comparar APIs IA contagem de calorias e escolher as melhores APIs reconhecimento de alimentos para o seu app. Se quiser, teste combinações e use CalorIA para acelerar a fase de tracker via WhatsApp com IA.

O que um app de contagem de calorias precisa de uma API IA

Existem três funções centrais onde a IA entra: identificar o que há na foto, estimar a porção e mapear isso para um valor nutricional. Identificação significa rotular objetos (ex.: 'arroz', 'feijoada', 'banana assada') com confiança. Estimativa de porção é o maior desafio técnico: converter pixels em gramas. Por fim, precisa haver uma camada que converta o rótulo e a porção na quantidade de calorias, usando uma base nutricional. Muitos desenvolvedores confiam em APIs de imagem para a primeira parte e combinam com técnicas híbridas para porções: referência visual (placa/utensílio), perguntas ao usuário, ou sensores de profundidade. Para a nutricionalização, usar bases como USDA ou a Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TACO) melhora a precisão no Brasil. Um bom fluxo UX também pede confirmação do usuário: o modelo sugere e a pessoa corrige. Ao projetar o sistema, pense em métricas de sucesso: precisão top-1/top-5 no reconhecimento, erro médio relativo na estimativa de porção, latência por requisição e custo por 1.000 requisições. Meça tudo com um conjunto de fotos reais do público-alvo — datasets públicos como Food-101 ajudam, mas fotos de usuários brasileiros (pratos regionais, variações) são essenciais. Por fim, considere onde a IA roda: hospedada (cloud) ou on-device. Cloud facilita manutenção e modelos maiores; on-device reduz latência e aumenta privacidade, útil para WhatsApp-based flows onde experiência precisa ser fluida.
  • Colete fotos reais do público alvo para testes; fotos de banco nem sempre refletem pratos caseiros.
  • Separe avaliação em reconhecimento (qual é o alimento) e porção (quanto pesa).
  • Use a TACO para adaptar resultados ao mercado brasileiro.

Por que reconhecimento e porção são problemas distintos

Reconhecimento é, via de regra, mais simples porque classificar imagens com redes neurais alcançou boa precisão em muitos domínios. Porção exige informação de escala. Sem um objeto de referência (garfo, cartão), a mesma foto pode representar porções muito diferentes. Técnicas para porção incluem usar profundidade (câmeras com sensor), triangulação multi-foto, estimativas baseadas em modelos 3D do prato, ou pedir confirmação ao usuário.

Principais APIs IA para reconhecimento de alimentos: visão geral

Existem duas classes de soluções: APIs gerais de visão que oferecem modelos de comida já treinados ou customizáveis, e APIs especializadas em alimentos. Entre as gerais estão Google Cloud Vision / AutoML, Microsoft Azure Computer Vision / Custom Vision, e AWS Rekognition / Custom Labels. Plataformas como Clarifai e Imagga trazem modelos prontos para food tagging. Em especial para alimentação, existem opções como Calorie Mama (modelos focados em nutrição) e soluções acadêmicas comercializadas por startups. Cada opção tem trade-offs. Serviços cloud grandes oferecem escalabilidade e integração com pipelines de dados (storage, funções serverless), enquanto provedores especializados podem entregar classes de alimento mais finas e mapeamento nutricional já integrado. Modelos customizáveis (AutoML, Custom Vision) permitem treinar com fotos brasileiras, o que melhora muito para pratos locais. Abaixo faço comparações práticas entre os líderes, focando em reconhecimento, personalização, porção, custo e privacidade. Eu recomendo realizar testes com seu próprio conjunto de imagens antes de escolher de vez. O que funciona nos exemplos online pode falhar com comida regional ou fotos tiradas em restaurantes com pouca luz. Na hora de comparar APIs para reconhecimento de comida em app de dieta, olhe para suporte a classes customizadas, facilidade de exportar modelos (para on-device), opções de rotulagem e pipelines de treinamento, e se a API retorna bounding boxes/segmentação — útil para estimativa de volume.
  • Use AutoML ou Custom Vision se quiser criar um modelo específico para pratos brasileiros.
  • Se precisa de respostas rápidas e sem treinar, experimente modelos prontos de Clarifai ou Imagga.
  • Verifique se a API retorna segmentação (máscara do objeto) — isso ajuda a estimar área do alimento.

Google Cloud (Vision e AutoML)

O Vision API faz detecção de objetos e rotulagem geral; já o AutoML Vision permite treinar modelos customizados com suas fotos. Vantagens: integração com infra do Google, suporte a exportação para TensorFlow/TF Lite para on-device. Limitações: o modelo padrão pode confundir pratos regionais; a estimativa de porção não é nativa.

Microsoft Azure (Computer Vision e Custom Vision)

Computer Vision faz tag de imagens e OCR, enquanto Custom Vision facilita treinar e exportar modelos para formatos como ONNX e Core ML. Bom para quem precisa rodar on-device no iOS/Android. A plataforma é amigável para rotular e testar modelos com relatórios prontos.

AWS (Rekognition e Custom Labels)

Rekognition tem detecção de objetos; Custom Labels permite criar projetos de classificação. Integra bem com S3 e SageMaker. Pode não ter modelos tão afinados para alimentos prontos, então treinar com dados locais é recomendado.

Clarifai

Clarifai oferece modelos de food recognition prontos e ferramentas para customização. A interface é focada em desenvolvedores e costuma identificar pratos, ingredientes e categorias alimentares. É uma boa opção intermediária quando você quer algo pronto, com possibilidade de customizar.

Imagga

Imagga tem tagging e categorização de imagens com modelos que incluem comida. É leve, fácil de integrar e costuma ter custo competitivo para volumes médios. Ideal para MVPs que precisam de resultados rápidos sem treinar muitos modelos.

APIs especializadas em alimentos (Calorie Mama e outras)

Algumas empresas oferecem modelos otimizados para reconhecimento de alimentos e estimativa calórica. Esses serviços podem retornar o nome do prato e uma estimativa calórica direta. Vantagem: menos trabalho de integração. Desvantagem: custo por requisição possivelmente mais alto e menor controle sobre correções e personalização.

Critérios práticos para comparar APIs IA contagem de calorias

Ao comparar alternativas, use critérios claros: precisão de classificação em fotos reais, capacidade de customização, suporte a segmentação, opções para estimativa de volume, latência, custo, facilidade de integração, suporte a exportar modelos para on-device e política de privacidade. Para o Brasil, adicione suporte a rótulos em português e facilidade de mapear para TACO. Métrica prática: crie um benchmark com 300-1.000 imagens representativas — diferentes pratos, porções, ângulos e iluminação. Meça top-1 e top-5 accuracy, taxa de falsos positivos e erro percentual médio na estimativa de porção (quando aplicável). Registre latência média e custo por 1.000 chamadas. Esses números são essenciais para decisões de produto e para negociar SLAs com provedores. Outro ponto: facilidade de atualizar o modelo. Em serviços AutoML, é fácil adicionar 100-200 imagens e re-treinar. Em modelos proprietários você depende do provedor. Em muitos casos o melhor caminho é um híbrido: usar um modelo pronto para reconhecer ingredientes comuns e treinar um modelo customizado para pratos frequentes no seu público. Não esqueça regulamentos de privacidade: fotos de usuários podem conter informações sensíveis (ambiente, outras pessoas). Escolha provedores que ofereçam contratos de processamento de dados e permita apagar arquivos sob demanda.
  • Monte um benchmark realista antes de escolher. Números do fornecedor servem de referência, não decisão final.
  • Prefira APIs que permitam exportar modelos se você planeja rodar on-device no futuro.
  • Documente custo total (API + armazenamento + retraining).

Como medir custo-benefício

Considere custo por reconhecimento, custo de treinar e re-treinar, custos indiretos (ex.: armazenamento de imagens, transferências), e impacto na retenção de usuários. Um modelo barato mas impreciso pode aumentar fricção e churn; investir mais em uma solução mais precisa pode valer a pena.

Arquitetura recomendada: fluxo completo do app

Um fluxo eficiente passa por etapas: upload da foto (cliente) → pré-processamento (redimensionamento, normalização) → chamada a API de reconhecimento → segmentação/extração de área → estimativa de porção (modelo ou heurística) → mapeamento para base nutricional → confirmação do usuário → armazenamento e cálculo de calorias finais. Em apps WhatsApp-based como o CalorIA, é comum fazer upload via bot, processar na nuvem e enviar uma resposta com imagem anotada e valor calórico sugerido. Sugestão prática: mantenha dois caminhos paralelos. Primeiro, um caminho automático que retorna sugestão rápida usando modelo pronto. Segundo, um caminho de fallback: se confiança for baixa (probabilidade < threshold) envie perguntas ao usuário (ex.: 'Isso é arroz integral ou branco?' ou 'Qual o tamanho do prato?') para melhorar a estimativa. Esse mix reduz erro sem exigir que todo processamento seja perfeito. Para porção, combine alternativas: peça ao usuário colocar um objeto de referência na primeira vez, ofereça opção de inserir peso manualmente, e use modelos de estimativa quando houver segmentação. Armazene correções do usuário para re-treinar e melhorar o modelo ao longo do tempo. Segurança e privacidade: criptografe imagens em trânsito e em repouso, implemente TTL para fotos temporárias e ofereça clareza nas políticas de uso de dados. Para GDPR-like ou LGPD, ofereça meios de exclusão e consentimento claro no onboarding.
  • Use thresholds de confiança para decidir quando perguntar ao usuário.
  • Armazene correções do usuário para re-treinar e melhorar modelos regionais.
  • Criptografe imagens e ofereça opção de apagar fotos.

Exemplo de fluxo para WhatsApp (CalorIA)

Usuário envia foto ao bot → servidor reduz resolução e anexa metadata → chama API de reconhecimento → recebe rótulos e score → se score alto: calcula porção e calorias e responde; se score baixo: pede confirmação do usuário com opções rápidas. Isso mantém a conversa curta e aumenta confiança no resultado.

Como estimar porções: técnicas e trade-offs

Estimativa de porção é o ponto fraco da maioria das soluções. Técnicas tradicionais: referência de escala (colocar moeda, cartão ou talher), segmentação da área e uso de modelos que aprendem relação área→volume, e sensores de profundidade (ou múltiplas fotos). Cada técnica tem limitações. Referência é simples mas exige mudança de comportamento do usuário; profundidade é precisa mas exige hardware específico; modelos aprendidos podem generalizar mal para pratos desconhecidos. Uma alternativa prática: combine estimativa automática com confirmação rápida. Por exemplo, o app pode sugerir 'Pequena, média ou grande' baseado na área segmentada, e o usuário confirma. Para muitos usuários isso é suficiente e muito mais confiável do que estimativas puramente automáticas. Outra técnica é usar porções padrão (uma concha, uma xícara) e traduzir para gramas segundo alimentação local. Se você quer investir em tecnologia, pode treinar modelos de monocular depth estimation combinados com segmentação para estimar volume a partir de uma única foto. Pesquisas mostram resultados promissores, mas a variabilidade entre utensílios e formatos de prato ainda gera erro. Portanto, sempre meça o erro em campo antes de confiar nos números para recomendações estritas. Na prática, para apps de dieta que visam engajamento, uma boa experiência é sugerir, permitir correção rápida e aprender com as correções. Isso combina escalabilidade com utilidade real para o usuário.
  • Peça ao usuário confirmar tamanho (pequeno/médio/grande) quando confiança for baixa.
  • Ofereça instruções simples: 'coloque um talher ao lado do prato para estimativa precisa'.
  • Considere iniciar com porções padrão e evoluir para estimativas automáticas.

Exemplo de heurística simples

Segmentação indica que o alimento ocupa 40% da área do prato. Se o prato padrão do usuário tem 24 cm de diâmetro e referência conhecida, sua heurística converte área em volume aproximado e usa densidade média do alimento para estimar gramas. Não é perfeito, mas funciona bem para sopas, arroz e saladas.

Mapeamento para bases nutricionais (TACO, USDA, APIs de nutrição)

Reconhecer o alimento não é suficiente; você precisa mapear esse rótulo para um registro nutricional. Bases públicas úteis: USDA FoodData Central (boa cobertura e APIs), Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TACO) para pratos e alimentos típicos do Brasil, e bases comerciais como Nutritionix e Edamam para receitas e refeições processadas. Estratégias de mapeamento: use rótulos normalizados (stemming e sinônimos) e verifique múltiplas correspondências com scores. Se a API retornar 'arroz branco', combine com a entrada 'arroz, cozido' na base e ajuste por porção estimada. Para pratos compostos (ex.: lasanha), analise a possibilidade de decompor em ingredientes ou usar uma entrada de receita completa quando disponível. Se seu app pretende ser preciso, mantenha sua própria camada de normalização com regras específicas para nomes em português e variações regionais (ex.: 'açorda', 'cuscuz paulista'). Aproveite as correções do usuário para enriquecer o vocabulário e mapear termos locais. Para empresas, uma opção é licenciar uma base comercial que já mapeia marcas e produtos industrializados. Teste sempre com casos de borda: pratos mistos, comidas de rua e embalados. O custo de um mapeamento errado pode ser perda de confiança do usuário, então ofereça sempre a opção de checar e ajustar a entrada nutricional sugerida.
  • Priorize TACO para Portugal/Brasil quando usuário for brasileiro.
  • Implemente fuzzy matching e tabelas de sinônimos para mapear nomes variados.
  • Para alimentos industriais, prefira bases que incluam marcas.

Como lidar com pratos compostos

Tente decompor em ingredientes quando possível. Se não for viável, use entradas de receita padrão ou peça ao usuário indicar porção de componente principal (ex.: 1/2 porção de salada + 1 porção de arroz). Outra opção é permitir que o usuário salve receitas personalizadas para reutilizar.

Privacidade, conformidade e governança de dados

Fotos de refeições são dados pessoais segundo a LGPD quando associadas a um usuário identificado. Garanta termos claros, consentimento específico para processamento de imagem e opção de exclusão. Escolha provedores que ofereçam acordos de processamento de dados e localidades de processamento que atendam requisitos legais. Para reduzir risco, minimize retenção de imagens: processe e delete quando possível. Se você precisa reter imagens para treinar modelos, obtenha consentimento explícito e ofereça transparência sobre uso. Criptografia em repouso e em trânsito é requisito básico. Logs e metadados também podem conter informações sensíveis, portanto trate-os com o mesmo nível de proteção. Caso o app lide com recomendações clínicas ou diabetes, considere consultoria legal e armazenagem em provedores com certificações adequadas. Para a maioria dos apps de dieta, seguir boas práticas de segurança e dar controle ao usuário (download ou exclusão de dados) resolve a maior parte das exigências. Implementar políticas de retenção, rotinas de anonimização e rotas de exclusão melhora confiança e reduz custo de conformidade no médio prazo.
  • Peça consentimento explícito para usar fotos para treinar modelos.
  • Implemente política de retenção curta e opção de exclusão fácil.
  • Criptografe imagens e metadados sensíveis.

Recomendações práticas para contratos com provedores

Inclua clausulas sobre propriedade dos dados, local de processamento, subcontratação e direito de exclusão. Verifique se o provedor permite apagar imagens que foram processadas e se há logs que precisam ser tratados.

Custos e dimensionamento: quanto esperar

Custo depende de volume, complexidade (classificação simples vs segmentação vs custom labels) e necessidade de re-treinamento. Serviços cloud cobram por mil chamadas e por armazenamento. Modelos customizáveis geralmente têm custo inicial de anotação e re-treinamento. Para estimativa rápida: um MVP que processa 10.000 imagens/mês pode ficar entre dezenas a algumas centenas de dólares por mês em APIs, dependendo do provedor e do tipo de modelo. Soma custos indiretos: armazenamento de imagens, transferência de dados, processos de anotação humana e infraestrutura para re-treinar modelos. Se você planeja escalar para centenas de milhares ou milhões de imagens por mês, negocie preços com provedores ou avalie mover parte do processamento para on-device para reduzir custo por requisição. Para apps que exigem baixa latência e privacidade, rodar modelos on-device (exportados como TF Lite, Core ML ou ONNX) reduz dependência de chamadas cloud e, ao mesmo tempo, reduz custos a longo prazo. A troca é investimento em engenharia para adaptar e otimizar modelos para mobile. Planeje um cálculo de custo total de propriedade (TCO) que inclua custos de P&D, licenciamento e operação antes de decidir por uma arquitetura.
  • Projete três cenários (MVP, crescimento médio, grande escala) para estimar custos.
  • Considere on-device para economizar em chamadas recorrentes em grande escala.
  • Negocie preços com provedores quando atingir volumes elevados.

Estimativa simples de custo (exemplo)

Suponha 50.000 imagens/mês, custo de $0.005 por chamada = $250/mês só em chamadas. Adicione armazenamento e retraining, e o valor sobe. Esses números variam; use como referência e valide com fornecedores.

Escolhendo a melhor opção: recomendações por caso de uso

MVP rápido: comece com Clarifai ou Imagga para obter reconhecimento pronto com integração rápida. Isso permite validar produto e obter feedback de usuários. Se precisar de maior precisão para pratos brasileiros, use AutoML/Custom Vision e treine com fotos locais. Escala e controle: se você precisa de alto volume e integração com infra cloud, Google Cloud ou AWS combinados com modelos customizados são uma boa aposta. Eles oferecem ferramentas de deployment e exportação de modelos para on-device. Caso sua prioridade seja privacidade e latência, foque em exportar modelos e rodá-los localmente no app. Solução focada em nutrição: se você quer estimativas calóricas direto da API, avalie provedores especializados como Calorie Mama ou APIs comerciais de nutrição, mas valide custo e flexibilidade. Para o público brasileiro, combine reconhecimento com mapeamento para TACO para maior relevância. Minha opinião: combine um modelo pronto para cobrir alimentos comuns e um modelo customizado para pratos regionais que aparecem com mais frequência no seu app. A experiência do usuário melhora muito quando a primeira sugestão é correta, e o esforço de treinar modelos só para os casos mais frequentes traz o melhor retorno em custo/precisão.
  • Para Brasil, priorize treinamento com fotos locais e integração com TACO.
  • Comece com solução pronta e adicione customização conforme dados chegam.
  • Combine detecção automática com confirmação simples do usuário.

Recomendação rápida por prioridade

Se quer rapidez: Clarifai/Imagga. Se quer personalização regional: AutoML/Custom Vision. Se quer escalabilidade e integração: Google Cloud/AWS com pipeline completo.

Métricas e testes para validar uma API antes do lançamento

Monte um painel de métricas: precisão top-1/top-5, recall por categoria, erro médio na porção, latência p95, custo por 1.000 chamadas e taxa de correção pelo usuário. Realize testes A/B: parte dos usuários vê apenas o reconhecimento automático, outra parte vê reconhecimento + confirmação para medir impacto na experiência. Teste em condições reais: fotos noturnas, pratos mistos, comidas de rua e embalagens. Registre casos em que o modelo falha e rotule para re-treinar. Use ferramentas de rotulagem humana para criar dataset próprio. Para validação contínua, monte pipelines que alimentem métricas automaticamente após cada release. Para valores nutricionais, valide cálculos com profissionais de nutrição quando possível, especialmente se o app dá recomendações específicas. Pequenos erros contínuos podem somar e impactar a confiança do usuário. Finalmente, mantenha elasticidade de infraestrutura para lidar com picos (por exemplo, horários de refeição). Planejar isso evita lentidão na hora em que o usuário mais precisa.
  • Use um conjunto de validação separado com fotos reais de usuários.
  • Monitore correções do usuário para identificar categorias problemáticas.
  • Inclua profissionais de nutrição na validação de valores calóricos.

Checklist mínimo de testes

300+ fotos por categoria, medição de latência p95, verificação de custos mensais e validação de UX com confirmações rápidas.

Principais Conclusões

  • Reconhecimento de alimentos e estimativa de porção são problemas distintos; trate-os separadamente.
  • Teste APIs com fotos reais do seu público antes de decidir; números do fornecedor não bastam.
  • Para o Brasil, combine reconhecimento com mapeamento à TACO para maior precisão local.
  • Use thresholds de confiança e confirmações rápidas para reduzir erros sem sacrificar experiência.
  • Considere exportar modelos para on-device se privacidade, latência e custo forem prioridades.
  • Custo total inclui chamadas, armazenamento, anotação e re-treinamento; planeje TCO.
  • Colete correções do usuário e re-treine periodicamente para melhorar resultados.

Quais são as melhores APIs reconhecimento de alimentos para começar um MVP?

Para um MVP, Clarifai e Imagga são boas escolhas por entregarem modelos prontos e integração simples. Se você prefere mais controle e customização desde o início, Google AutoML ou Azure Custom Vision permitem treinar com fotos locais.

APIs IA podem estimar calorias automaticamente?

Algumas APIs especializadas retornam estimativas calóricas, mas a precisão costuma variar. O caminho mais confiável é reconhecer o alimento, estimar a porção (com auxílio do usuário) e mapear para uma base nutricional (USDA ou TACO).

Como melhorar precisão para pratos brasileiros?

Treine modelos com fotos brasileiras e use a TACO para mapear nutrientes. Coletar e rotular imagens reais dos usuários é a forma mais eficaz de aumentar precisão para comidas locais.

Devo rodar a IA na nuvem ou on-device?

Depende de prioridade: nuvem facilita manutenção e modelos maiores; on-device reduz latência, melhora privacidade e pode reduzir custo em alta escala. Uma estratégia híbrida é comum: reconhecimento inicial na nuvem e modelos otimizados on-device para casos frequentes.

Perguntas Frequentes

Quais são as melhores APIs reconhecimento de alimentos para começar um MVP?

Para um MVP, Clarifai e Imagga são boas escolhas por entregarem modelos prontos e integração simples. Se você prefere mais controle e customização desde o início, Google AutoML ou Azure Custom Vision permitem treinar com fotos locais.

APIs IA podem estimar calorias automaticamente?

Algumas APIs especializadas retornam estimativas calóricas, mas a precisão costuma variar. O caminho mais confiável é reconhecer o alimento, estimar a porção (com auxílio do usuário) e mapear para uma base nutricional (USDA ou TACO).

Como melhorar precisão para pratos brasileiros?

Treine modelos com fotos brasileiras e use a TACO para mapear nutrientes. Coletar e rotular imagens reais dos usuários é a forma mais eficaz de aumentar precisão para comidas locais.

Devo rodar a IA na nuvem ou on-device?

Depende de prioridade: nuvem facilita manutenção e modelos maiores; on-device reduz latência, melhora privacidade e pode reduzir custo em alta escala. Uma estratégia híbrida é comum: reconhecimento inicial na nuvem e modelos otimizados on-device para casos frequentes.

Escolher entre APIs IA contagem de calorias exige equilíbrio entre velocidade de lançamento, precisão para seu público e custos operacionais. Comece medindo: monte um benchmark realista, compare top-1/top-5 accuracy e erro de porção, e valide com usuários. Adote uma arquitetura que permita evoluir: modelos prontos para começar e modelos customizados para casos frequentes. Na prática, combine reconhecimento automático com confirmação simples do usuário para reduzir erros e melhorar experiência. Invista em normalização de nomes e mapeamento para bases como TACO para entregar resultados relevantes no Brasil. Lembre-se da privacidade: trate fotos como dados pessoais, implemente políticas claras e permita exclusão. Pronto para testar? Use CalorIA para acelerar sua jornada: a solução usa IA via WhatsApp para ajudar usuários a acompanhar a alimentação com respostas rápidas e fáceis. Experimente integrar o fluxo de reconhecimento com o bot e veja como confirmações simples aumentam a precisão e a adoção do seu app.

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Autor

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